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Você não é a sua limitada e condicionada Consciência

  • Foto do escritor: Nelson Jonas
    Nelson Jonas
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

Aquilo que chamamos de “Consciência pessoal” é apenas um pacote temporário de condicionamentos


Figura solitária diante de um grande vazio luminoso enquanto fragmentos simbólicos de identidades e pensamentos se dissolvem ao redor, representando o fim da consciência condicionada.
Aquilo que chamamos de consciência pessoal pode ser apenas um conjunto temporário de condicionamentos.

A consciência condicionada é uma aquisição temporária


Antes da Consciência que você conhece hoje, você já existia.


A Consciência não nasceu com você.

Ela foi sendo construída ao longo do tempo — através da cultura, da educação, da linguagem e das experiências acumuladas.


Por isso, a Consciência é sempre passante.


Você não possui mais a Consciência que tinha na infância.

Também não possui mais a Consciência da adolescência.

Nem mesmo a Consciência dos primeiros anos da vida adulta.


Cada fase da vida produz um conjunto diferente de interpretações da realidade.


Aquilo que chamamos de Consciência é apenas uma percepção momentânea moldada pelo condicionamento.

A Consciência é sempre fragmentada


A Consciência nunca é a realidade.

Ela é apenas uma interpretação parcial da realidade.


A mente observa, interpreta, compara e cria significados. Esse processo gera a sensação de que estamos conscientes do mundo.


Mas essa Consciência está sempre limitada.


  • Ela depende de memória.

  • Depende de linguagem.

  • Depende de conceitos aprendidos.


Por isso, ela nunca pode capturar a totalidade da realidade.


Ela apenas produz fragmentos de compreensão.


A Consciência pertence à estrutura pessoal


A Consciência pessoal está diretamente ligada à sensação de identidade.


Ela existe apenas enquanto existe a ideia de um observador separado que está percebendo algo fora dele.


Existe um “eu” que observa.

E existe algo que está sendo observado.


Essa divisão sustenta a própria estrutura da Consciência.


Sem essa separação, a Consciência pessoal não pode existir.


A ilusão da separatividade sustenta a Consciência


Toda Consciência pessoal depende de uma ilusão fundamental: a ideia de separatividade.

A mente acredita que existe um centro chamado “eu”, que observa o mundo ao redor.


Mas essa divisão entre observador e observado é apenas uma construção da percepção.


A Consciência funciona exatamente dentro dessa estrutura.


Ela é a atividade de um observador tentando se conscientizar de algo que parece estar fora dele.


O que acontece quando essa separação termina?


Se o observador e aquilo que é observado deixam de existir como entidades separadas, surge uma pergunta inevitável:


onde poderia existir Consciência?


Consciência de quê?


A Consciência depende da dualidade. Sem um observador separado, a própria ideia de Consciência perde sentido.

A Consciência é semelhante ao sonho


A Consciência funciona de forma muito semelhante a um sonho.


Enquanto você está dormindo, o sonho parece completamente real. Existe um personagem, uma história e um mundo acontecendo.


Mas quando você desperta, o sonho desaparece.


Ele não precisa ser destruído.


Ele simplesmente deixa de existir.


O despertar da ilusão da pessoa


Algo semelhante acontece quando se percebe profundamente que a ideia de uma pessoa separada é uma construção psicológica.


Quando essa ilusão começa a ser vista, a própria estrutura da Consciência pessoal começa a perder sustentação.


Aquilo que parecia ser identidade revela-se apenas como um conjunto temporário de condicionamentos.


A Consciência é um pacote de condicionamentos


A Consciência que você possui agora é apenas o resultado das experiências, memórias e interpretações acumuladas até este momento.


Mas isso muda constantemente.


  • Novas experiências surgem.

  • Novas interpretações aparecem.

  • Novos condicionamentos substituem os antigos.


A Consciência anterior se torna obsoleta.


Ela é descartada e substituída por outra.


Então o que realmente permanece?Se a Consciência muda constantemente…


Se ela depende de condicionamentos…


Se ela existe apenas dentro da ilusão de separatividade…


Então surge uma pergunta inevitável:


o que realmente permanece além da Consciência condicionada?


Investigação mais profunda


A ideia de que somos nossa própria Consciência é um dos condicionamentos mais profundos da mente humana. Desde cedo aprendemos a nos identificar com pensamentos, memórias, interpretações e narrativas psicológicas.


Mas quando essa estrutura começa a ser investigada com seriedade, algo inesperado pode ser percebido:


aquilo que chamamos de Consciência pessoal é apenas um movimento condicionado da mente — fragmentado, transitório e constantemente mutável.

Essa investigação sobre a estrutura do pensamento, da identidade psicológica e da ilusão do “eu” é aprofundada no livro A Prisão do Pensamento.


Capa do livro A Prisão do Pensamento, obra que investiga a mente condicionada, a estrutura do pensamento e a ilusão da identidade psicológica.



E então permanece a pergunta inevitável:


se você não é a sua Consciência condicionada, o que realmente é você?

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